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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006
Letz Zep - Sala Bikini, 15/2/2006
É-me extremamente difícil iniciar esta review. Porque nem sei bem como o fazer.
Talvez dizendo que não esperava de forma nenhuma ver uma banda de imitadores de Led Zeppelin. E que não esperava ver os temas dos LZ tocados tal e qual o original, com todos os pormenores sacados.


Pois bem, obtive aquilo que esperava: uma banda de bons músicos a prestar homenagem à maior banda de rock de todos os tempos, interpretando os seus temas com uma qualidade inegável, e satisfazendo a larga legião de fãs que encheu a Sala Bikini. Curioso terá sido o facto da faixa etária da assistência ir dos 19 aos 60 anos, com muitos deles a conhecerem as letras!


Com um set que poderia ter sido tocado pelos Zeppelin, os Letz Zep abriram com "Celebration Day", "Ramble On" e "Nobody's Fault but Mine", todas com excelentes interpretações e arranjos bem conseguidos.


O som não estava do meu agrado, pois o técnico optou por um som grave para a secção rítmica (dando aquela sensação de murros no estômago), mas que acabava por embrulhar o baixo e o bombo, tornando-se difícil distinguir uma coisa e outra. Lá tive de me esticar para ver se a perna do baterista correspondia às famosas batidas do Bonzo. E sim, estava bastante lá.


O virtuosismo do baixista comprovou-se não só no seu desempenho com o Fender, mas também com o teclado (em especial na versão de "No Quarter", momento em que o técnico de luzes insistiu em não lhe apontar o foco principal ), e também no bandolim eléctrico que utilizou no set acústico (sim, também tivemos direito a isso! ).


A guitarra estava muito bem entregue, e apesar do JCM 900 que me deixou meio apreensivo quanto ao som, deu para constatar que este guitarrista tinha musicalidade nas veias, e que o Jimmy Page é talvez um dos melhores criadores de sempre.


A voz começou meio discreta, contornando os momentos mais "esticados" das vocalizações originais, mas bastante competente. Algumas falhas nos tempos fez-me pensar se estaria a ter bom som no palco, mas foram pormenores de somenos importância. Os gestos, muitíssimo bem estudados, faziam mesmo recordar a presença de Robert Plant himself, mas a teatralidade era o que menos me interessava naquele concerto.


O concerto teve um alinhamento impecável, com temas que não esperava e, naturalmente, a faltarem muitos outros que gostaria de ouvir. "Babe I'm Gonna Leave You", "Rock'n'Roll" e "Immigration Song" talvez tenham sido os que tiveram maior manifestação do público, mas decerto que "Stairway to Heaven", "Heartbreaker", "Black Dog", "Kashmir" e outros também fizeram as delícias de muitos elementos do público.
Não faltou também um set acústico, em que "Going to California" e "That's the Way" brilharam.



Fechei os olhos em alguns momentos, para verificar se me sentia como se estivesse num concerto dos Zeppelin, mas não aconteceu. Talvez seja um sonho que sei impossível, e por isso nem mesmo tentando me consegui iludir.
Também não senti nenhum arrepio na espinha nos temas em que isso me sucede sempre que ouço os originais ("Since I've Been Loving You" e "No Quarter", só para citar dois exemplos).
Mas não foi por isso que o concerto foi menos interessante.
Julgo que, acima de tudo, o que me transmitiu foi uma espécie de confirmação de como os Led Zeppelin são a maior banda de sempre, inigualável, com uma mística, uma qualidade técnica, uma capacidade de criação absolutamente maravilhosa, divinal.
E apesar de não os poder nunca ver ao vivo, foi bom também sentir que não estou sozinho nesta minha adoração pela maior banda de todos os tempos.


P.S.: Para mais informações sobre os Letz Zep: http://www.letzzep.com


P.S.2: Eles vêm tocar muitas vezes a Espanha. Quando é que alguém em Portugal se decide a convidá-los para uma data???
publicado por ladoc às 21:05
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