É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir.
.posts recentes

. Mais outra sugestão music...

. Sugestões musicais

. Sugestão musical

. São quatro anos, afinal

. Não existo.

. Vicky Cristina Barcelona:...

. Momentos de felicidade

. uma sugestão para ler

. EU VOU!!!

. Kafka

.arquivos

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Junho 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Junho 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Setembro 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Setembro 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Janeiro 2005

. Novembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

.pesquisar
 
.Fevereiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
.tags

. todas as tags

Quarta-feira, 18 de Maio de 2005
Robert Plant and The Strange Sensation - Mighty ReArranger
g77869h03d1.jpg

Acabei de comprar o álbum e estou a começar a ouvi-lo. Portanto, vou fazer esta review "em tempo real".

O plástico do disco trazia uma série de citações de imprensa, que diziam que este era o álbum em que Plant voltava aos tempos de "Physical Graffiti". Tirei o plástico com o máximo cuidado e coloquei-o no saco do lixo.

O grafismo da capa impressionou-me bastante (a edição que comprei é em caixa de cartão), e poderão comprová-lo no site http://www.robertplant.com.
Também neste site, aconselho a consulta sobre os elementos da banda que acompanha Robert Plant. Mantém-se a mesma base que o acompanhou em "Dreamland".

O álbum é todo composto por todos os elementos da banda, o que normalmente me traz boas indicações (lembrei-me agora do texto nos álbuns dos Blind Melon, que diziam "All songs written by Blind Melon as one" ou coisa parecida).

1. Another Tribe
Um texto de cariz social e político, acompanhado por uma batida quase-hipnótica e arranjos de cordas que podem fazer lembrar "Kashmir". A voz é o elemento principal, com Plant mostrando que sabe o que fazer com a idade, não procurando repetir os seus feitos vocais da juventude - agora impossíveis para eles, diga-se.

(...)I think there may be... a war in heaven
Paradise beneath the smoking gun
As every saint and small town saviour
Race to justify their chosen one(...)


2. Shine It All Around
O primeiro single do álbum. Uma batida interessante, uma canção bem conseguida, mas longe de ser surpreendente.

3. Freedom Fries
É impressão minha ou foi para este nome que os americanos queriam trocar a sua expressão "french fries"???
Bem, mas este sim, é um tema com uma força notável, a iniciar com uma batida sincopada que culmina num ritmo tenso e muito forte. Acho que este vou gostar ainda mais com mais audições.

4. Tin Pan Valley
Bom trabalho de bateria de Clive Deamer e belo ambiente criado pelos teclados de John Baggott. A explodir a espaços num ritmo que Jimmy Page não desdenharia (nem o grande Bonzo). Muito rock!

5. All the Kings Horses
Robert Plant continua a mostrar que sabe construir e interpretar baladas notáveis. Uma guitarra acústica que - inevitavelmente - me leva aos temas "Going to California" ou "Over the Hills and Far Away", entrecortada por uma guitarra bem country. O resultado final é um tema muito bem conseguido, a provar a sensibilidade dos músicos.

6. The Enchanter
Lento e (muito) envolvente. Fez-me lembrar o odor a incenso que impregnava a Aula Magna na primeira noite em que Plant y sus muchachos apresentaram Dreamland em Lisboa.
É um gumbo (se bem que com apenas 5:27), que inclui as influências africanas esperadas - lembrem-se da paixão de Plant por Marrocos, e do facto de ter participado no Festival of the Desert no Mali.

7. Takamba
Belo som de guitarra eléctrica. (Lembrei-me de um disco fantástico do Ali Farka Touré com o Ry Cooder!)
Um tema forte, a respeitar a linha dos originais de Dreamland, mas agora com maior evidência na utilização de instrumentos e sons similares aos do Norte e Centro de África.

8. Dancing in Heaven
Um bom trabalho da bateria, com imaginação e boas utilizações de efeitos.
Para já, nada mais a acrescentar; talvez futuras audições tragam coisas novas. Por isso, mantenho esta review como um work in progress.

9. Somebody Knocking
Sou um fã destes sons marroquinos (apesar de nunca ter estado lá), e inevitavelmente este tema encantou-me. Gostava de ver ao vivo a interpretação deste tema, prefere3ncialmente com uma orquestra de percussões, como no espectáculo "No Quarter".

10. Let the Four Winds Blow
Quase parece um blues, com um cheirinho a country, mas a linha de baixo poderia ser utilizada pelos Massive Attack.
Depois... acelera, traz rock e surf guitar, volta à base e retorna, e começo até a sentir ecos de soul music. Este tema é uma boa razão para se ficar a gostar deste álbum.

11. Mighty ReArranger
Aqui sim, a alma de Ali Farka Touré (um proeminente guitarrista do Mali) está presente. Mas os pianos e guitarras trazem a corrente do outro lado do Atlântico, sonoridades de John Lee Hooker num shuffle algo bizarro. A harmónica de Plant vinca a linguagem blues, mas permite que o tema não seja "apenas um blues" - as guitarras e as percussões não o permitem.

12. Brother Ray
Um tributo a Ray Charles, com um ritmo muito bem sacado, e a produção a levar-nos a um bar de blues dos anos 30 (cheirou-me a fumo e whisky barato... e eu nem gosto de whisky!).
Mas dura apenas 1 minuto e cerca de 15 segundos.

Uma pausa no disco anuncia uma faixa extra. Começa por soar a uma experiência com equipamentos electrónicos, mas acaba por revelar-se uma reprise do segundo tema do álbum. Talvez pudesse ter sido um "Talvin Singh marroquino" a fazê-la.


A minha leitura global do disco, depois desta primeira audição, é extremamente positiva. Robert Plant parece ter encontrado parceiros para um caminho que vale a pena percorrer, expondo sempre todas as influências do blues, do rock & roll, do country ou das músicas tradicionais africanas e orientais, mas sem deixar de colocar uma marca indelével no seu trabalho.
Um disco feito para quem gosta de música de bandas, tocada e criada por quem não renega o seu passado, mas detém originalidade suficiente para o mesclar e reinterpretar.
publicado por ladoc às 04:02
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 15 de Maio de 2005
Coisas que gostaria de dizer a todos os portugueses
Não falem mal da Europa ou de outros povos europeus, quando as vossas únicas viagens foram a Badajoz e eventualmente umas férias no Brasil.

Saiam dos vossos sofás e visitem museus.

Abandonem os programas televisivos estupidificantes e valorizem a cultura.

Passem a considerar os vossos tempos de ócio como um direito essencial e inalienável.

Esqueçam por um bocadinho o futebol e encontrem outros pontos em comum com os vossos amigos.

Deixem de se preocupar com os bens materiais (especialmente os carros!!!) e cultivem dedicadamente as vossas amizades.
publicado por ladoc às 06:33
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
O HOMEM
O homem começa a notar as suas primeiras deficiências corporais. Os primeiros sinais de velhice, talvez. Alguma barriga, a pele menos perfeita…
O homem dá por si preocupado com coisas que nunca esperava antes preocupar-se.
O homem não sabe se está onde e como deveria estar, pois nunca conseguiu responder às perguntas: “onde estará daqui a x anos”
O homem sente-se perdido, e, com 31 anos, apercebe-se que no fundo, ainda é uma criança.
publicado por ladoc às 06:31
link do post | comentar | favorito
|
Eels - Novo álbum
O novo álbum dos Eels saíu há pouco tempo. 2 discos: uma atitude ambiciosa para quem não é propriamente uma presençaconstante nos tops mundiais.
Mas no fundo mais uma evidência da atitude de Mr. E, de criar letras simples e directas e musicá-las numa forma simples (e sim, parecida com as anteriores formas que já ele próprio utilizou).
De qualquer forma, aqui vai uma letra que achei muito especial, principalmente porque penso nisto muitas vezes.


I'm going to stop pretending that I didn't break your heart

I'm gonna tell you what you need to hear
And I'm a little too late, by three or four years
And it may not make much sense now that we are apart
But I'm going to stop pretending that I didn't break your heart
You see, I never thought enough of myself to realize
That losing me could mean something like the tears in your eyes
And I wanna tell you I'm sorry, but it's too late to start
But I'm going to stop pretending that I didn't break your heart
And it's Christmas Eve, years down the line
Sittin' wishing I treated you better when you were mine
And I have no way of knowing where you are
But I'm going to stop pretending that I didn't break your heart
I didn't mean to hurt you
I didn't know what I was doing
But I know what I have done
publicado por ladoc às 06:29
link do post | comentar | favorito
|
Estejamos atentos
A (eventual) conquista do título de campeão nacional de futebol pelo Benfica vai de facto melhorar a situação económica do país? É uma coisa a ver nos próximos seis meses.
publicado por ladoc às 06:23
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quinta-feira, 5 de Maio de 2005
Optimismo espanhol

Segundo o último relatório de consumo do Banco Cetelem de Espanha, este é o país mais optimista a nível europeu. Cerca de 70% dos 44 milhões de espanhóis acreditam que em 2010 viverão num mundo mais feliz, com mais tempo livre para dedicar ao ócio, à família e aos desportos ao ar livre. No fundo, indicam que haverá um novo estilo de vida em que o essencial será a felicidade.


Em conjunto com os belgas, os espanhóis são o outro povo europeu que atribui o valor de 6, numa escala de 0 a 10, no que respeita ao nível de vida.


É interessante notar que referem que muitas coisas não mudarão assim tanto – a alimentação não será à base de comprimidos ou pílulas, os carros continuarão a ser conduzidos da forma tradicional –, mas que se aprofundará a solidariedade social (metade dos inquiridos opina que no futuro todos colaborarão com, pelo menos, uma ONG) e que a consciencialização da importância da Natureza e do meio ambiente levará a atitudes de consumo mais ecologicamente sustentáveis. De destacar também que, segundo os espanhóis, o terrorismo, a recessão económica e as guerras do Iraque e do Afeganistão fizeram com se tornassem mais solidários, fazendo com que a moral e a ética se tornem como valores mais importantes em todas as áreas da vida.


Pilar Sanchéz, professora de Sociologia do Consumo do ESIC, atribui este optimismo ao carácter dos latinos, marcado pelo clima, e pela maior emotividade que influi no momento da compra.



O meu comentário é retirado de uma letra do Jorge Palma: “Ai Portugal, Portugal / do que é que tu estás à espera? / Tens o pé numa galera / e outro no fundo do mar”.

publicado por ladoc às 11:43
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
blogs SAPO
.subscrever feeds