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Domingo, 12 de Fevereiro de 2006
Depeche Mode - 10/Fev/2006, Palau Sant Jordi, Barcelona
042-11-Febrero-2006.jpg

LOVE

ANGEL

PAIN

SEX

VICE



São estas cinco palavras que, exibidas numa bola/nave a pairar sobre o palco, dão o mote para o concerto dos Depeche Mode.
Cerca de 18.000 fãs no Palau de Sant Jordi (na primeira de duas noites desta sala de Barcelona) fizeram questão de estar presentes num concerto que prometia muito – e não desiludiu.
Foram uns Depeche Mode em plena forma que subiram ao palco, abrindo com os dois primeiros temas do último álbum, “A pain that I’m used to” e “John the Revelator”.

... pain...

Martin Gore com asas e capuz negros, Martin Fletcher discretamente atrás de um dos teclados/painel de comandos espacial e Dave Gahan numa forma invejável, mostraram o seu melhor, e não apenas musicalmente.
“A question of time” trouxe o primeiro retorno aos anos 80, evidenciando que o público presente não era recém-chegado às sonoridades desta banda.

... truth...

“Policy of truth” foi o primeiro tema de “Violator”, agora já com um Dave Gahan mais leve, em termos de roupa, e muitíssimo activo, correndo o palco, dançando e saltando. Por esta altura, também os três ecrãs ampliavam a dimensão visual do espectáculo, enquadrando-se na perfeição no palco idealizado por Anton Corbijn – que andou constantemente pelo palco a recolher fotografias da banda.
“Precious” foi o tema seguinte, para voltar logo de seguida aos melhores tempos da banda com “Walking in my shoes” – para mim, um dos primeiros momentos verdadeiramente arrepiantes da noite.

... absolution...

As letras dos Depeche Mode, enquadradas pelas palavras soltas do painel, adquirem uma dimensão fortíssima e intensa, fazendo-nos sentir que, por detrás daquele sorriso aberto de Gahan, ou do prazer bem patente nos restantes elementos da banda e nos convidados, estão canções compostas por mentes e corações rasgados e sofridos.
E foi neste tema que a plataforma de 18 por 16 metros deixou de ser apenas um palco para uma banda com 25 anos de carreira e muitas e boas canções para mostrar, mas também passou a ser uma tela de cinema, em que o filme que se desenrolava, dada a força das palavras transmitidas, me fez pensar na capacidade humana para suportar e superar a dor e o sofrimento.

... suffering...

Como que a sublinhar esta minha sensação, “Suffer well” irrompeu, para logo em seguida Martin Gore assumir o comando das lides vocais, com “Home” e “Macro”, conseguindo arrancar algumas lágrimas da assistência pela beleza lírica dos temas.

... redemption...

Dave Gahan regressa para “The sinner in me” e “I want it all”, um dos três temas composto por ele mesmo para este último álbum.
“I feel you”, apesar de uma intensidade um pouco aquém da minha expectativa, encheu a sala, abrindo terreno para uma sequência maravilhosa: “Behind the wheel”, “World in my eyes”, “Personal Jesus” e “Enjoy the silence”.

... i can help you...

E é nesta apoteose que o grupo sai de palco, para voltar logo em seguida com um primeiro encore iniciado por Gore uma vez mais nas vozes, para uma interpretação em dueto com o teclista convidado de “Shake the disease”. Ainda os arrepios percorriam a minha espinha e voltava Dave Gahan para “Just can’t get enough” e “Everything counts”.

... be my best friend...

O segundo encore trouxe-nos “Never let me down again” e “Goodbye lovers” com todos os elementos nas vozes, e a imagem comovedora de Dave Gahan e Martin Gore na passerelle do palco, abraçados.
publicado por ladoc às 18:16
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1 comentário:
De Rita a 14 de Fevereiro de 2006 às 11:12
E os binóculos, e os binóculos???!!! Nada como experiências novas.
E para quem questione expressões mais emocionais, aqui fica uma boa razão para elas: "And I thank you for bringing me here, For showing me home, For singing these tears, Finally I’ve found that I belong here..."

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