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Quarta-feira, 18 de Maio de 2005
Robert Plant and The Strange Sensation - Mighty ReArranger
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Acabei de comprar o álbum e estou a começar a ouvi-lo. Portanto, vou fazer esta review "em tempo real".

O plástico do disco trazia uma série de citações de imprensa, que diziam que este era o álbum em que Plant voltava aos tempos de "Physical Graffiti". Tirei o plástico com o máximo cuidado e coloquei-o no saco do lixo.

O grafismo da capa impressionou-me bastante (a edição que comprei é em caixa de cartão), e poderão comprová-lo no site http://www.robertplant.com.
Também neste site, aconselho a consulta sobre os elementos da banda que acompanha Robert Plant. Mantém-se a mesma base que o acompanhou em "Dreamland".

O álbum é todo composto por todos os elementos da banda, o que normalmente me traz boas indicações (lembrei-me agora do texto nos álbuns dos Blind Melon, que diziam "All songs written by Blind Melon as one" ou coisa parecida).

1. Another Tribe
Um texto de cariz social e político, acompanhado por uma batida quase-hipnótica e arranjos de cordas que podem fazer lembrar "Kashmir". A voz é o elemento principal, com Plant mostrando que sabe o que fazer com a idade, não procurando repetir os seus feitos vocais da juventude - agora impossíveis para eles, diga-se.

(...)I think there may be... a war in heaven
Paradise beneath the smoking gun
As every saint and small town saviour
Race to justify their chosen one(...)


2. Shine It All Around
O primeiro single do álbum. Uma batida interessante, uma canção bem conseguida, mas longe de ser surpreendente.

3. Freedom Fries
É impressão minha ou foi para este nome que os americanos queriam trocar a sua expressão "french fries"???
Bem, mas este sim, é um tema com uma força notável, a iniciar com uma batida sincopada que culmina num ritmo tenso e muito forte. Acho que este vou gostar ainda mais com mais audições.

4. Tin Pan Valley
Bom trabalho de bateria de Clive Deamer e belo ambiente criado pelos teclados de John Baggott. A explodir a espaços num ritmo que Jimmy Page não desdenharia (nem o grande Bonzo). Muito rock!

5. All the Kings Horses
Robert Plant continua a mostrar que sabe construir e interpretar baladas notáveis. Uma guitarra acústica que - inevitavelmente - me leva aos temas "Going to California" ou "Over the Hills and Far Away", entrecortada por uma guitarra bem country. O resultado final é um tema muito bem conseguido, a provar a sensibilidade dos músicos.

6. The Enchanter
Lento e (muito) envolvente. Fez-me lembrar o odor a incenso que impregnava a Aula Magna na primeira noite em que Plant y sus muchachos apresentaram Dreamland em Lisboa.
É um gumbo (se bem que com apenas 5:27), que inclui as influências africanas esperadas - lembrem-se da paixão de Plant por Marrocos, e do facto de ter participado no Festival of the Desert no Mali.

7. Takamba
Belo som de guitarra eléctrica. (Lembrei-me de um disco fantástico do Ali Farka Touré com o Ry Cooder!)
Um tema forte, a respeitar a linha dos originais de Dreamland, mas agora com maior evidência na utilização de instrumentos e sons similares aos do Norte e Centro de África.

8. Dancing in Heaven
Um bom trabalho da bateria, com imaginação e boas utilizações de efeitos.
Para já, nada mais a acrescentar; talvez futuras audições tragam coisas novas. Por isso, mantenho esta review como um work in progress.

9. Somebody Knocking
Sou um fã destes sons marroquinos (apesar de nunca ter estado lá), e inevitavelmente este tema encantou-me. Gostava de ver ao vivo a interpretação deste tema, prefere3ncialmente com uma orquestra de percussões, como no espectáculo "No Quarter".

10. Let the Four Winds Blow
Quase parece um blues, com um cheirinho a country, mas a linha de baixo poderia ser utilizada pelos Massive Attack.
Depois... acelera, traz rock e surf guitar, volta à base e retorna, e começo até a sentir ecos de soul music. Este tema é uma boa razão para se ficar a gostar deste álbum.

11. Mighty ReArranger
Aqui sim, a alma de Ali Farka Touré (um proeminente guitarrista do Mali) está presente. Mas os pianos e guitarras trazem a corrente do outro lado do Atlântico, sonoridades de John Lee Hooker num shuffle algo bizarro. A harmónica de Plant vinca a linguagem blues, mas permite que o tema não seja "apenas um blues" - as guitarras e as percussões não o permitem.

12. Brother Ray
Um tributo a Ray Charles, com um ritmo muito bem sacado, e a produção a levar-nos a um bar de blues dos anos 30 (cheirou-me a fumo e whisky barato... e eu nem gosto de whisky!).
Mas dura apenas 1 minuto e cerca de 15 segundos.

Uma pausa no disco anuncia uma faixa extra. Começa por soar a uma experiência com equipamentos electrónicos, mas acaba por revelar-se uma reprise do segundo tema do álbum. Talvez pudesse ter sido um "Talvin Singh marroquino" a fazê-la.


A minha leitura global do disco, depois desta primeira audição, é extremamente positiva. Robert Plant parece ter encontrado parceiros para um caminho que vale a pena percorrer, expondo sempre todas as influências do blues, do rock & roll, do country ou das músicas tradicionais africanas e orientais, mas sem deixar de colocar uma marca indelével no seu trabalho.
Um disco feito para quem gosta de música de bandas, tocada e criada por quem não renega o seu passado, mas detém originalidade suficiente para o mesclar e reinterpretar.
publicado por ladoc às 04:02
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