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Domingo, 15 de Maio de 2005
Estejamos atentos
A (eventual) conquista do título de campeão nacional de futebol pelo Benfica vai de facto melhorar a situação económica do país? É uma coisa a ver nos próximos seis meses.
publicado por ladoc às 06:23
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1 comentário:
De Lu a 28 de Junho de 2005 às 01:59
Acho que Portugal já me respondeu...



Sondagem PÚBLICO/Universidade Católica
Pessimismo dos portugueses face à situação económica do país agravou-se no último meio ano
27.06.2005 - 07h51 Anabela CamposPÚBLICO


Quatro meses depois de ter sido eleito, José Sócrates tem nas mãos um país "deprimido" e pouco esperançado na retoma da economia. Quase 90 por cento dos inquiridos considera a situação económica "má" ou "muito má". O desemprego, o aumento dos impostos, a perda de direitos na Função Público e um "buraco" no défice superior a 9 mil milhões de euros ajudam a afundar a confiança na economia de um país que se encontra em crise desde 2002

Os portugueses estão muito pessimistas em relação à situação económica do país, um sentimento de forte negativismo que se agravou no último meio ano. Quase noventa por cento dos inquiridos da sondagem PÚBLICO-Universidade Católica, realizada entre 18 e 20 de Junho de 2005, consideram que a situação económica do país é "má" ou "muito má". E a avaliação negativa do estado da economia - uma constante desde meados de 2002, altura em que Durão Barroso disse que o país "estava de tanga" - aumentou desde Janeiro deste ano de forma acentuada.

No início de 2005 havia mais inquiridos a considerar a situação "má" (48 por cento) do que a classificá-la como "muito má" (34 por cento). Meio ano depois, em Junho de 2005, a situação inverteu-se: 51 por cento definem-na como "muito má" e apenas 37 por cento como "má". Além disso, só 10 por cento a apelidam de "assim-assim", longe dos tempos ainda "dourados" do guterrismo quando, em Maio de 2000, 51 por cento dos inquiridos afirmava que a situação económica estava "assim-assim" e apenas 38 por cento a classificavam de "má" ou "muito má".

Quatro meses depois de ser eleito, José Sócrates tem pois nas mãos um país "deprimido" e pouco esperançado na retoma da economia, pois o inquérito também revela que 36 por cento das entrevistados acreditam que dentro de um ano as coisas estarão ainda piores. Em Janeiro de 2005 o número de pessimistas era de 30 por cento. A percentagem de inquiridos que admite que a situação estará melhor dentro de um ano é idêntica: no início do ano havia 20 por cento a acreditar numa melhoria do panorama económico, contra 19 por cento em Junho. Neste domínio a mudança de governo não fez com que os portugueses passassem a acreditar mais no futuro a curto prazo.

A dramatização da situação das contas públicas serve ao Governo socialista - como serviu à coligação PSD/CDS - para tomar medidas impopulares, que estão a merecer já uma forte contestação, especialmente por parte dos trabalhadores da Função Pública. O inquérito mostra que uma maioria relativa dos inquiridos (39 por cento) "discorda" das medidas anunciadas e que quase um terço "não sabe o suficiente para responder". Há, contudo, 27 por cento a afirmar que "concorda".

Desemprego no valor mais alto da última década

A justificar o esmagador pessimismo dos portugueses estará também um conjunto de notícias negativas sobre o desempenho da economia, num país que se encontra em crise desde 2002. Desde logo o disparar dos números do desemprego: em Maio o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelava que a taxa de desemprego em Portugal no final do primeiro trimestre ascendia a 7,5 por cento (412, 6 mil empregos), o valor mais alto da última década. E as perspectivas para o futuro não são animadoras. Apesar de Campos e Cunha ter anunciado no Parlamento que o Governo iria criar 260 mil postos de trabalho até ao fim da legislatura em 2009 - e não 150 mil como tinha prometido José Sócrates na campanha -, a realidade é que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) prevê que o desemprego atinja em 2006 uma taxa de desemprego de 7,7 por cento.

As más notícias vêm também do lado do crescimento. A 21 de Maio o INE e o Banco de Portugal indicavam que a economia portuguesa continuava "deprimida" e sem demonstrar sinais de recuperação no primeiro trimestre de 2005, com os principais sectores de actividade económica "a revelarem um fraco dinamismo".

O investimento, dizia então o INE, "não dá mostras de dinamismo", e o relevante sector das construção e obras de engenharia mantém uma tendência negativa, com "uma taxa de quebra muito elevada". Paralelamente, os serviços "registam um forte abrandamento até se atingir a quase estagnação". Modesta é também a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2005: 0,8 por cento. Ou seja, metade da previsão média de crescimento para os países da Zona Euro: 1,6 por cento. Isto após um crescimento de apenas um por cento em 2004 e de uma quebra de 1,1 por cento em 2003.

Um cenário que se desenrola num ambiente de instabilidade política na União Europeia, na sequência do "não" francês e holandês à Constituição. Acresce ainda a subida galopante do preço do petróleo - a cotar-se a valores que roçam os 60 dólares -, cujas consequências no aumento dos combustíveis se têm feito sentir amiúde no bolso dos portugueses. Uma situação que se agravará ainda mais com a aplicação de um IVA 21 por cento, já a partir do próximo dia 1 de Julho.

Apesar do clima negativo, a mesma sondagem revela que a maioria dos inquiridos (42 por cento) considera a actuação do Governo "assim-assim" e mostra que as intenções de voto dariam ainda assim 43 por cento ao PS e 31 por cento ao PSD (ver PÚBLICO de 24 de Junho).

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