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Sábado, 1 de Abril de 2006
in "O Evangelho Segundo Jesus Cristo"
"Mil vezes a experiência tem demonstrado, mesmo em pessoas não particularmente dadas à reflexão, que a melhor maneira de chegar a uma boa ideia é ir deixando discorrer o pensamento ao sabor dos seus próprios acasos e inclinações, mas vigiando-o com uma atenção que convém parecer distraída, como se se estivesse a pensar noutra coisa, e de repente salta-se em cima do desprevenido achado como um tigre sobre a presa."

José Saramago
publicado por ladoc às 13:48
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3 comentários:
De Rute a 3 de Abril de 2006 às 12:11
Subscrevo a opinião do laureado senhor!
De Rita a 3 de Abril de 2006 às 12:02
E quando somos nós os desprevenidos, e a vida salta inesperadamente tornando-nos presas... o melhor que temos a fazer é tornarmo-nos tigres e saltarmos sobre ela, doa a quem doer (incluindo o tigre).
De Lua a 3 de Abril de 2006 às 01:06
No mundo real, em qualquer milímetro cúbico de espaço do universo, o que temos sempre é uma composição de acasos e necessidades: as coisas operam segundo as suas inclinações, e nesta linha percorrem itinerários de causalidade. Mas também as coisas se cruzam, se interceptam, se chocam, se magoam, sem que tais intercessões das linhas de causalidade sejam exigidas por esta ou aquela natureza. É conhecido o exemplo que dá Aristóteles: Um homem que morava perto de um rio e de uma estrada come comida salgada, esgotando a provisão de água vai-se abastecer no rio; uma quadrilha de salteadores que passava mata-o para lhe roubar as roupas e os utensílios. Será lícito dizer que o sal da comida foi a causa da morte? Há lineamento de causa e efeito entre o sal e a sede, entre a sede e o acto de ir ao rio; há linha causal entre o acto de os salteadores verem o homem e de o matarem; há linha de causalidade entre a facada e a morte. E assim por diante. Mas cada uma destas linhas de leis necessárias se cruza com outras, estando tal cruzamento desligado de ambas, como cruzamento e como efeito. A imagem da intercessão é fraca, porque duas linhas que se cruzam têm um ponto comum. No caso das linhas de causalidade o ponto de encontro não pertence, como tal, a nenhuma das linhas. É um acaso que só terá causa na Causa Primeira; mas é preciso acrescentar que, a partir desse acaso, novas linhas de causalidade se articulam na rede geral.

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